Pessoas com transtorno de pânico frequentemente tem a crise sem nenhuma motivação específica.

Transtorno de pânico

Introdução

No fim do século XIX, com o “boom” de pesquisas no campo das neurociências, reconhece-se uma relação entre nossas vivências ao longo da vida e nossas predisposições orgânicas para o desenvolvimento de certos transtornos mentais. Um deles, muito comum, é o transtorno de pânico. Antes de entender o que é esse quadro, vale a pena saber o que é uma crise de pânico.

Quadro clínico

Uma crise de pânico se caracteriza por um início rápido e abrupto, em geral sem nenhum precipitante (a pessoa não consegue perceber algo que faça a crise começar), de vários sintomas de ansiedade, entre eles: medo intenso de morrer ou ficar louco, tremores, palpitações (batedeira no peito), falta de ar, suor frio nas mãos ou no corpo, formigamento, tontura, dor no peito ou calafrios.
Não é necessário que ocorram todos esses sintomas ao mesmo tempo, mas, se ocorrerem pelo menos 4 sintomas e estes ocasionarem um desconforto intenso, atingindo o ápice em poucos minutos, podemos caracterizar como uma crise de pânico após descartar outros diagnósticos clínicos e o uso de substâncias (algumas medicações e substâncias psicoativas como cocaína e estimulantes podem gerar sintomas muito parecidos).
Por conta das crises, o indivíduo passa, frequentemente, a ficar preocupado com o surgimento de uma nova crise. Com isso, ele passa a evitar situações que possam ocasionar o pânico (situações desconhecidas, exercícios físicos) ou das quais não seja possível fugir ou conseguir ajuda com facilidade (elevadores, trens, ônibus).

Pessoas com transtorno de pânico frequentemente tem a crise sem nenhuma motivação específica.

E aí vem a pergunta: o que é transtorno de pânico? Bem, o transtorno de pânico é definido quando a pessoa apresenta várias crises e, por conta delas, passa a ter preocupações constantes com a possibilidade de uma nova crise ou muda seu comportamento, com a evitação de situações já relatadas acima.

Epidemiologia – quem é mais afetado?

pânico ocorre em 1 a 4% da população, mas pode chegar até a 10% se considerarmos somente crises de pânico isoladas. Ou seja, de cada dez pessoas, uma irá apresentar alguma crise de pânico ao longo da vida. As mulheres são mais acometidas – de 2 a 3 vezes mais que os homens. Além disso, é um quadro típico de adultos jovens – ocorre, em média, em pessoas com cerca de 25 anos de idade. Isso não significa que só ocorra nesses subgrupos. Afeta homens, mulheres, crianças e idosos.

Causas

Mas, o que gera esse quadro? Que alterações ocorrem no cérebro de quem tem transtorno de pânico? Há evidências de que há alterações em algumas vias de neurotransmissores (substâncias que passam a informação entre os neurônios) em nosso cérebro.
Além disso, pessoas com casos de pânico na família tem maior risco de também desenvolver o quadro, principalmente quando o parente afetado é o pai, mãe ou irmão consanguíneo.
Além dessas alterações orgânicas, observamos relação com vários fatores psicológicos. Entre eles: eventos estressantes de vida, principalmente perdas (separação, morte de pessoa querida) meses antes do início do quadro.

O caminho até o tratamento

É muito comum em pessoas com transtorno de pânico a passagem repetitiva pelo Pronto Socorro, pois, em geral, o que mais chama sua atenção são os sintomas físicos como dor no peito, falta de ar e palpitações. Como o exame físico e exames de pronto socorro não apresentam alterações significativas, o indivíduo acredita que possa ter algo ocorrendo que os médicos não detectaram e se nega a acreditar em algo psicológico/psiquiátrico como causador de todo aquele desconforto e angústia.

Como tratar?

Algo que sempre digo aos meus pacientes, já na primeira consulta, é a resposta bastante satisfatória obtida com o tratamento. A maioria terá uma redução significativa dos sintomas e muitos ficarão livres das crises.
Há duas linhas de tratamento com mais evidências de resposta no transtorno de pânico: uma é o uso de medicações ansiolíticas, que reduzirão os sintomas e a chance de novas crises. A outra é a psicoterapia, principalmente na linha de análise do comportamento ou cognitiva.
As medicações utilizadas não apresentam risco de dependência e são bem toleradas em geral.

E se eu apresento esses sintomas, o que devo fazer?

Se você ou alguém que você conheça está apresentando esses sintomas, busque ou oriente essa pessoa a buscar um psicólogo ou psiquiatra. Esses profissionais poderão ajudar na luta contra esse quadro que afeta tantas pessoas e que gera tanto prejuízo.
Nossa clínica apresenta profissionais extremamente qualificados para lidar com o transtorno de pânico. Marque uma consulta conosco. Estamos prontos para ajudá-lo (a) a vencer esse sofrimento.

 

Dr. Jonathan R. Dionizio

Psiquiatra

CRM-SP 150.753

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