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Gênero e sexualidade

Dr. Jonathan Dionizio

INTRODUÇÃO

Gênero e sexualidade. Um tema muito complicado de se abordar, mas extremamente importante. Hoje vamos tentar entender como funcionam as características de gênero e sexualidade. No final do vídeo, eu espero que você, de forma simples e concisa, você consiga quebrar alguns mitos e algumas ideias relacionadas a esse tema.

IDENTIDADE SEXUAL

O ponto de partida da discussão será entender o que é SEXO BIOLÓGICO ou IDENTIDADE SEXUAL. O sexo biológico pode ser definido como as características biológicas que nascem com o indivíduo e o definem em MACHO, FÊMEA OU INTERSEXO.

Algumas características biológicas são importantes nesse entendimento. A primeira delas é a GENÉTICA. Uma pessoa que possui dois cromossomos X (XX) seria, quase sempre, uma fêmea. Uma outra pessoa, com dois cromossomos sexuais, sendo um X e um Y (XY), seria, por outro lado, quase sempre, macho.

Isso nem sempre é verdade, mas já chegamos nesse ponto.
Outro fator importante, além do genético, são os órgãos sexuais. Pênis e testículos relacionam-se mais ao macho; vagina e ovários, à fêmea.
O terceiro fator seria o hormonal. As fêmeas se relacionam com o estrogênio e o macho à testosterona.

As variações podem ocorrer em qualquer uma dessas características. Começando pela genética, algumas pessoas não apresentam nem XX e nem o XY (frequência de 1 para cada 1666 pessoas).

Alguns exemplos disso são:
• Síndrome de Klinefelter – trissomia de cromossomos sexuais, com o genótipo XXY. Demonstra características como ginecomastia, poucos pelos corporais, pouca massa muscular e órgãos sexuais pouco desenvolvidos.
• Síndrome de Turner – monossomia de cromossomos sexuais, com o genótipo X0. Apresenta-se com pescoço alado, estatura reduzida, infertilidade, ausência de sinais puberais e amenorreia.

Existem ainda quadros como XXX, XXXX, XYY, entre outros.
Fora a questão genética, podem surgir alterações na genitália. Essa pode ser ambígua, com características dos dois sexos ou mostrar-se coincidente com um sexo externamente e com outro internamente (por exemplo, pênis externamente e ovários e tubas uterinas internamente).

Outro fator que pode gerar uma mudança na identidade sexual é uma mutação na região SRY do cromossomo Y (Síndrome de Swyer). Com isso, apesar de nascer com XY, aquele indivíduo desenvolve-se como uma fêmea.

ORIENTAÇÃO SEXUAL

O segundo ponto da discussão seria a ORIENTAÇÃO SEXUAL – por quem a pessoa tem interesse (romântica e sexualmente)?
• Heterossexual: interesse pelo sexo oposto
• Homossexual: interesse pelo mesmo sexo
• Bissexual: interesse pelo mesmo sexo e pelo sexo oposto
• Pansexual: interesse por qualquer pessoa (independente da identidade de gênero).
• Assexual: sem interesse sexual por qualquer pessoa (pode, no entanto, manter relacionamentos).

IDENTIDADE DE GÊNERO

O terceiro ponto de discussão seria a IDENTIDADE DE GÊNERO – quem você pensa que é? Pode ser masculino (identificação como homem), feminino (identificação como mulher) e várias nuances entre esses extremos: gender-queer (não-binário), dois espíritos (dois gêneros ao mesmo tempo), terceiro gênero, gênero fluido, entre vários outros.

É importante de se frisar que cada característica é independente uma da outra. IDENTIDADE SEXUAL, IDENTIDADE DE GÊNERO, ORIENTAÇÃO SEXUAL E PAPEL DE GÊNERO são independentes e, por conta disso, geram toda a complexidade de relações entre gênero e sexualidade.
Ainda, as variações discutidas aqui não são patológicas.

PAPEL DE GÊNERO

O último fator importante é o PAPEL DE GÊNERO – O que você demonstra ao mundo relacionado ao seu gênero e sexualidade?

Roupas, modo de falar, modo de andar, expressão facial, maquiagem. Tudo isso é papel de gênero.

Tudo isso são formas de expressão no mundo.
Para representar de modo resumido tudo que foi abordado, trago esse esquema retirado do site criado por Sam Killermann (genderbread.org).


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