10-Life-Lessons-I-Learned-as-a-Psychiatric-Nurse-and-Patient-1

Estou no psiquiatra, e agora?

Convido você a fazer uma reflexão, geralmente peço para você falar o que lhe aflige; não se preocupe se você pode parecer bobo, estranho ou ridículo…prometo só ficará entre nós. O mais importante é que você me diga o que lhe faz sofrer, o que lhe causa os sentimentos mais embaraçosos e angustiantes, sua maior tristeza, sua maior frustração. Simplesmente diga.

Você pode falar de seus sintomas no corpo, afinal trata-se de Medicina, não é mesmo? Muitas vezes o que ouvirei de você é uma infinidade de sintomas físicos, muitos deles incompreensíveis a qualquer lógica razoável. Você sente-se um desafortunado paciente, desmoralizado por vários colegas médicos dizendo que tudo isso e “só psicológico” e massacrado pelo senso comum, geralmente familiar, que relega a dor a uma falha de caráter, de força de vontade, da falta de Deus no coração…

Sua reflexão talvez o leve a chegar à dor mais profunda e, seja ela qual for, pode chorar, não tem problema… Como lhe disse, só fica entre nós; estique o braço esquerdo, tem uma caixa de lenços, em cima da mesa de canto, é pra você mesmo.

Vamos falar um pouco do que lhe dói na alma, e de como isso lhe jogou no descontrole de sua vida, de seu trabalho, de seu casamento, de seus filhos, enfim, daquilo que lhe é mais caro e importante. Você se verá talvez no fundo do poço, lembrando-se de problemas aparentemente sem solução, e de como está cansado, insone e exausto.

“ -Como é difícil dizer tudo isso e expor minha fragilidade!”, você me diz… Apelo novamente para sua confiança…prometo, só fica entre nós…

Também prometo estar atento ao seu sofrimento, cada gesto, olhar e palavra. Já de antemão peço licença para tal investigação… Não quero que se sinta monitorado; sei que se trata de sua vida e de como isso deve ser tratado com respeito e esmero, afinal é seu bem mais precioso.

Enfim, teremos que chegar juntos à uma conclusão: como faremos juntos uma solução para tudo isso? Será preciso uma medicação? Vislumbrando tal possibilidade vejo então você segurar os dois braços da cadeira, com medo. Mas iremos com calma e naturalidade, isso é somente parte do que lhe pode ajudar. Seu sofrimento é muito mais amplo para ser “curado” tal qual uma amigdalite ou uma fratura. É verdadeiramente da alma. Vai precisar de alguém que lhe escute sem reservas e julgamentos. Um psicólogo pode lhe ajudar muito ou até mesmo um padre ou pastor razoáveis, por que não?

Espero que iniciemos uma jornada e que você me permita ajudá-lo.  Pode me procurar, sem reservas. Contudo, se as tiver…

Só fica entre nós.

Dr. Maurício Okamura

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