Cópia de Sem nome (11)

Depressão pós-parto

Dr. Jonathan Dionizio

INTRODUÇÃO

A depressão pós parto é um problema comum, que ocorre em 10% de gestantes no período pós parto. Pode, também, afetar pais e parceiras.

Se houver sintomas depressivos proeminentes, é importante buscar ajuda, pois eles podem durar meses e piorarem, com impacto significativo na própria gestante, no bebê e na família.

Com o suporte adequado, a maioria das mulheres se recuperam.

SINTOMAS

Muitas mulheres sentem-se tristes, chorosas e ansiosas na primeira semana pós parto. Esse estado é conhecido como baby blues e não dura mais que 2 semanas.

Se os sintomas demoram mais ou começam mais tarde, o quadro pode ser de depressão pós parto. Esse quadro pode iniciar a qualquer momento no primeiro ano após o parto.

Os sinais de alerta para o quadro:

  • Tristeza persistente
  • Falta de prazer ou perda de interesse em atividades
  • Falta de energia ou sensação de cansaço
  • Dificuldade para dormir ou sonolência ao longo do dia
  • Dificuldade em se ligar ao bebê
  • Sensação de que não dará conta de cuidar do bebê
  • Afastamento do contato com outras pessoas
  • Dificuldades em se concentrar e tomar decisões
  • Pensamentos assustadores – como machucar o bebê
  • Alteração de apetite
  • Pensamentos de morte ou suicidas
  • Sensação de culpa ou menos valia

Sinais que podem indicar depressão no parceiro/parceira amigo ou familiar:

  • Choro frequente
  • Discurso negativo e pessimista
  • Afastamento do bebê
  • Negligência com autos cuidados
  • Discurso de morte ou suicídio
  • Sentimento de culpa

Muitas mulheres podem não perceber os sintomas, já que eles podem vir aos poucos.

CAUSAS

A causa desse quadro ainda não está bem claro.

Podem se associar:

  • Alterações hormonais
  • História de problemas de saúde mental, principalmente depressão em outros momentos da vida
  • Transtorno mental durante a gestação
  • Falta de suporte familiar ou social
  • Relação conflituosa com o parceiro/parceira
  • Fatores estressantes de vida, como o luto
  • Vivência de baby blues

A vivência de cuidar de um bebê é muito desgastante e exige mudanças importantes. Esse também é um fator importante.

PREVENÇÃO

Não há evidências claras de prevenção, mas manter um padrão de vida saudável pode auxiliar. Se você possui um problema de saúde mental antes da gestação, é importante um acompanhamento próximo para redução do risco de depressão pós parto.

TRATAMENTO

Se observar que esses sintomas estão acontecendo com você ou seu parceiro/parceira, é importante buscar auxílio de um profissional de saúde mental.

  • Muitas formas de ajuda estão disponíveis, incluindo psicoterapia.
  • A depressão é uma doença como qualquer outra.
  • Não é sua culpa estar deprimida – pode acontecer com qualquer pessoa.
  • Estar deprimida não significa que você é uma mãe ruim.
  • Não quer dizer que você irá enlouquecer.
  • O seu bebê não será tirado (a) de você – isso somente ocorre em situações excepcionais.

Algumas formas de tratamento estão disponíveis:

  • Mudanças de estilo de vida – conversar com familiares e amigos sobre sentimentos, buscar atividades prazerosas, descansar quando possível (dividir tarefas com o parceiro, parceira ou outros familiares), dormir o máximo possível à noite, se exercitar regularmente e ter uma dieta saudável.
  • Psicoterapia
  • Antidepressivos – quadros não responsivos a outras abordagens ou com sintomas iniciais mais graves; existem antidepressivos seguros no aleitamento materno.

Mitos relacionados à depressão pós-parto:

  • A depressão pós-parto é mais leve que outros tipos de depressão – ela pode ser, também, bastante grave
  • Decorre somente de alterações hormonais – as causas são multifatoriais
  • Passará logo – o quadro pode persistir por meses se não tratado e, em uma minoria, cronificar
  • Somente afeta mulheres – a depressão pós parto pode afetar 10% dos pais

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